5 problemas que o pouco dinheiro em caixa pode gerar

Falta de experiência na gestão de um orçamento apertado, queda nas vendas ou inadimplência dos clientes são algumas das razões mais comuns que levam ao desequilíbrio no fluxo de caixa de uma empresa, afetam sua produtividade e até a continuidade do negócio. Mas você sabe por que essas movimentações são tão importantes?

O fluxo de caixa nada mais é do que a gestão da entrada e saída de dinheiro. A análise dessas movimentações é essencial para a sobrevivência da empresa, seja grande ou pequena, podendo definir sua sobrevivência ou não, caso esteja no vermelho. Quer conhecer quais são os erros que deixam uma empresa com pouco dinheiro em caixa e como driblá-los? Então, continue lendo este post e descubra!

O problema do pouco dinheiro em caixa

Como já vimos, o fluxo de caixa é uma das principais ferramentas responsáveis por registrar a entrada e saída dos rendimentos de uma empresa. Essas movimentações podem ser de quantias recebidas, despesas ativas, contas futuras pré-fixadas, receitas a receber, reembolsos, rendimentos ou desvalorizações de investimentos.

Sem um planejamento que consiga prever o fluxo de caixa necessário, a empresa fica mais vulnerável e suscetível a aceitar diversos riscos na busca por renda. Exemplo disso é o aumento de 20%, apenas entre 2015 e 2016, na procura por crédito para capital de giro, ou seja, na obtenção de recursos necessários para financiar a continuidade dos serviços na empresa, seja para a aquisição de matéria prima, seja para despesas mais operacionais.

O problema em assumir esse tipo de dívida está nas suas condições de pagamento. A contratação de empréstimos por bancos destinados a cobrir as necessidades de uma empresa em seu cotidiano costuma ter um prazo curto de tolerância e preços mais elevados.

Outro problema causado por pouco dinheiro em caixa é a falta de tranquilidade para lidar com imprevistos na rentabilidade, como uma fase de diminuição das vendas. Seja por concorrentes novos, sazonalidade do negócio ou falta de dinheiro na carteira dos clientes, esses desafios são muito comuns e podem prejudicar em grande escala o andamento dos negócios, caso não seja possível lidar com o déficit.

Com pouco dinheiro para administrar suas despesas, a empresa também corre o risco de ver sua credibilidade diminuir no mercado, por conta de eventuais pagamentos atrasados, o que diminui seu poder de negociação com fornecedores e a possibilidade de financiamentos.

Até aqui, já entendemos que uma boa administração dos registros de fluxo de caixa permite mais tranquilidade na operação dos negócios e possibilidade de expansão do mercado. Mas como é possível fazer isso? A resposta é: com planejamento.

Como um primeiro passo na análise, faça um plano financeiro de cerca de três meses e observe os números e suas tendências. A empresa é economicamente viável? Se a resposta for sim, tem grandes chances de ela estar passando apenas por problemas temporários de caixa.

Agora, se a conta da empresa nunca parece fechar, mesmo no longo prazo, o problema de gestão é ainda mais profundo e pode exigir mudanças na forma de comandar todo o negócio, além de novos métodos para lidar com as despesas e recebíveis.

5 dicas para melhorar o funcionamento do fluxo de caixa

Em uma situação de caixa no vermelho, a primeira ideia para a solução do problema é o corte de gastos. Porém, é preciso se preocupar em realizar a tarefa de forma inteligente. Diminuir o fornecimento de itens básicos de escritório, extinguir benefícios ou até demissões, por exemplo, podem trazer problemas futuros para a empresa.

Portanto, acompanhe, a seguir, 5 dicas efetivas que preparamos para resolver o problema de pouco dinheiro em caixa da sua empresa!

1. Determine um período para revisão das transações

Todo o fluxo de caixa precisa ter um tempo predeterminado para o controle da área financeira. Preferencialmente, essa checagem de transações deve ser diária, mas caso não haja possibilidade, ela ainda pode acontecer de forma semanal, quinzenal ou mensal. O importante é que o período não seja muito longo. Quanto mais espaçado, maiores são as chances de sair dos trilhos.

Vale ressaltar que é importante ter extrema clareza de quais são as despesas fixas e quais são variáveis. Com isso em mente, será possível tentar antecipar o recebimento de alguns fornecedores e o fluxo de caixa terá movimentações mais positivas.

2. Defina uma maneira de identificar receitas e despesas

A falta de prática na análise das contas pode levar a equívocos na hora de determinar as despesas e o lucro. Por isso, estabeleça formas de diferenciar cada um dos itens que compõem seu núcleo de caixa. A organização pode acontecer pela adoção de diversas cores, sinais de positivo ou negativo etc.

Outra dica interessante é não deixar a ajuda da tecnologia de lado. Sempre que possível, opte por usar programas especializados na elaboração de planilhas. A automatização de processos diminui a chance de erro na hora da inserção de números e torna a tarefa mais dinâmica e efetiva.

3. Seja realista na hora de rever os gastos

Mantenha os pés no chão. Ao analisar as despesas da empresa, não esqueça de observar os riscos de cada estratégia de investimento e certifique-se de que estejam balanceados.

Utilize as informações como uma forma de conhecer melhor o mercado de serviços e avaliar as possibilidades de crescimento. Tenha em mente que controlar o caixa não é se manter estagnado ou sob rédeas curtas, mas um caminho mais inteligente de avaliar as melhores estratégias para o desenvolvimento do negócio e ficar atento para possíveis mudanças de plano.

4. Negocie em todas as ocasiões

Para aperfeiçoar o fluxo de caixa é preciso transformar a entrada de recursos em operações ainda mais dinâmicas. Por isso, tente negociar com seus fornecedores prazos de entregas que sejam mais longos e pagamentos em um período mais curto, que também favoreçam a saúde do seu negócio.  

Não tenha medo de rever acordos que foram fechados há bastante tempo e não tiveram uma revisão apropriada. A revisão irá garantir a continuidade de uma melhor parceria para ambos os lados. Além disso, não deixe de realizar uma busca por novos parceiros e ficar atento aos preços praticados por cada um.

5. Encare a reestruturação de gastos de forma positiva

A construção de uma nova estrutura de gestão financeira não é fácil, mas pode ser capaz de trazer diversos benefícios para a empresa, como a possibilidade de expansão para novos mercados e uma maior tranquilidade para lidar com períodos de crise e eventuais surpresas desagradáveis.

Com contas bem estruturadas, enxutas e um conhecimento mais profundo das receitas da empresa, as chances de tomar melhores decisões aumentam, pois as operações passam a fluir melhor. 

O fluxo de caixa é uma das principais formas para determinar a força, a capacidade de resiliência e as possibilidades de crescimento de uma empresa diante dos vários desafios do mundo empresarial. Portanto, deve ser encarado como uma ferramenta valiosa na hora de conhecer melhor as novas tendências entre expectativas e demandas, colaborando ainda para que o negócio tenha um fluxo saudável e duradouro.

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