Tudo o que você precisa saber sobre a cesta básica

O termo cesta básica como o conhecemos surgiu no final do século 19 no Brasil, como o resultado da luta de diversas forças sindicais que desejavam reconhecimento do valor do seu trabalho. Em 1938, o decreto de nº 399 regulamentou o salário mínimo como a remuneração básica para que o trabalhador pudesse satisfazer suas necessidades mais primárias e estabeleceu em conjunto uma lista de alimentos considerados indispensáveis para viver durante o período de um mês, que ficou conhecida como cesta básica. 

Com tanto tempo de tradição, os produtos também ganharam outras funções com os anos. A partir de 1988, com a determinação de que o salário mínimo deveria ser capaz de suprir nove direitos, em vez de cinco, a cesta básica passou a ser uma espécie de parâmetro para medir o poder de compra do trabalhador.

Para saber se a quantia paga era o suficiente para levar uma vida que atendesse às condições mais básicas, passou a se observar qual seria o valor mínimo para a alimentação durante um mês por meio do poder de compra de cada item da cesta.

Está em dúvida se a cesta básica é a melhor opção para a sua empresa? Neste guia completo sobre o benefício você vai descobrir para que ele serve, qual é a regulamentação que rege o grupo de produtos e quais são as vantagens que tanto o empregador quanto o funcionário podem obter ao optarem por essa auxílio. Confira!

Entenda o que é a cesta de alimentos ou básica e como ela funciona

A cesta básica foi pensada para conter um conjunto de produtos que pudessem atender as necessidades alimentares da população de forma mais saudável possível. Por conta disso, sempre foi uma preocupação que ela também trouxesse quantidades balanceadas de proteínas, calorias, ferro, cálcio e fósforo.

O fornecimento da cesta básica é facultativo, bem como de qualquer outro tipo de benefício alimentício, contudo, a obrigatoriedade se deve nos casos em que anteriormente foi estabelecido um acordo coletivo de trabalho entre o empregador e o sindicato, por isso é importante estar sempre atento às exigências estabelecidas.

A legislação vigente sobre o benefício da cesta básica

A cesta básica tem uma regulamentação legal estabelecida pela Lei nº 6.321 de 1976, que trata sobre os vários incentivos fiscais para as empresas que adotam o benefício de alimentação. O Decreto nº 5, de 14.1.91, também fala sobre o assunto e é o responsável por regulamentar a lei.

Os valores mínimos para o benefício são combinados com o sindicato do setor e o desconto na folha salarial não pode ultrapassar 20%.

Vantagens de conceder a cesta básica

Agora que você já conhece um pouco mais sobre a legislação, que tal conhecer as vantagens para empregado e colaborador de adotar o beneficio?

Benefícios da cesta básica para o empregador

Economia com os impostos federais

Os benefícios de alimentação no Brasil são regulamentados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), com o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT). O empregador que participa desse programa e opta pelas cestas básicas ganha incentivos fiscais.

No caso da cesta básica para funcionário, as empresas ganham o direito de descontar os gastos com suas aquisições no Imposto de Renda, com abatimento de até 4%. As despesas realizadas com o PAT não compõem a remuneração do colaborador e, portanto, não têm incidência da contribuição previdenciária ou do FGTS.

Para garantir a tranquilidade, evitar questionamentos do fisco e se beneficiar das vantagens do programa, a empresa deve se inscrever no PAT pela internet, por meio do site do Ministério do Trabalho e do Emprego.

Não há pagamento antecipado

Ao contrário do que acontece com os cartões alimentação, em que o empregador precisa fazer o pagamento do benefício com dias de antecedência para que o crédito conste na conta do funcionário, o pagamento da cesta básica à empresa fornecedora não necessita ser realizado antes da entrega. Dessa forma, o negócio ganha mais flexibilidade para arcar com as despesas, já que o débito só é feito a partir de sua encomenda.

Garantia do destino final e segurança do funcionário

Apesar da liberdade de opções que um vale-alimentação pode oferecer ao funcionário, ao empregador ele traz a insegurança de gastos indevidos ou de que não são bem aproveitados. Já com a cesta básica, é possível ter certeza que os itens essenciais de um orçamento doméstico estão contemplados e que toda a família do colaborador poderá usufruir do auxílio.

Personalização da cesta básica

A cesta básica cabe em todos os bolsos. Com ela é possível adequar o seu orçamento à concessão do benefício com a troca de produtos de um marca por um outro produto similar e, muitas vezes, com a mesma qualidade.

A capacidade de personalização também facilita eventuais acordos entre empresa e colaborador, que passa a atender melhor as necessidades de ambos os lados.

Outro ponto positivo é que por não ter um preço fixo, muitos dos produtos serem livres de impostos federais e ainda conseguir desconto por adquirir um grande número de cestas, se o preço dos itens que compõem o benefício diminuir, o investimento da empresa também cai.

Benefícios da cesta básica para o empregado

Alimentação adequada

Além do benefício mais evidente de levar uma vida mais saudável, é possível escolher os ingredientes com calma, ainda em casa, e não cair na tentação dos restaurantes. Outro ponto positivo é a economia e a certeza de ter o que é preciso para levar uma vida mais balanceada.

Nesse caso, a empresa também tem uma série de benefícios indiretos: um funcionário com mais energia se torna mais produtivo, tem melhor capacidade de memória e concentração nas tarefas, além de apresentar poucas alterações de humor e transformar o ambiente de trabalho em um lugar mais harmônico.

Mais produtos por menos

Com os descontos que podem ser barganhados pelo empregador por conta do número grande de cestas básicas adquiridas, os produtos acabam tendo um desconto do valor que é visto nas prateleiras do mercado. Isso significa que se o funcionário for adquirir todos os artigos por conta própria, por exemplo, levará menos itens para casa do que aqueles que vêm em sua cesta de alimentos.

Praticidade

A entrega da cesta em casa dá ao funcionário mais praticidade e eficiência ao seu dia a dia. Afinal, ele já terá alguns produtos à mão, diminuindo o número de vezes que precisa se deslocar até o supermercado para fazer compras. O colaborador ainda ganha tempo para investir em outras atividades que considera mais prazerosas e estimulantes.

Maior engajamento da equipe

O maior engajamento dos funcionários beneficia ambas as partes. O aumento de produtividade da equipe é uma consequência da adoção da cesta básica. Além disso, se o benefício for trabalhado como um aspecto pontual de gratificação, também funciona para desencorajar faltas e atrasos.

A empresa passa a ter um número menor de rotatividade entre os colaboradores e fica bem-vista no mercado, já que instaura uma cultura de valorização e de prioridade de bem-estar em relação aos seus funcionários.

Claro que uma boa estratégia de engajamento não se baseia apenas na concessão de benefícios, mas eles são um ótimo começo para a satisfação do colaborador e muito importantes para entender como cada pequeno gesto conta na hora de propiciar um bom funcionamento para a empresa.

Laços mais estreitos com os funcionários

A cesta básica que chega na casa do funcionário é também uma maneira de estreitar laços entre o colaborador e o empregador. O benefício demonstra preocupação com o bem-estar da família, a valorização do seu trabalho e o desejo de que tenha uma vida mais saudável.

Itens da Cesta Básica

No Brasil, a cesta básica busca se adequar às particularidades e preferências gastronômicas das regiões do país e, por conta da diversidade do clima e dos alimentos produzidos nesses lugares, seus itens podem mudar de uma região para outra. 

A variedade de pratos típicos de cada lugar faz com que seja difícil precisar apenas um ingrediente como primordial, mas entre os itens principais é possível destacar:

  • açúcar;
  • arroz;
  • café;
  • feijão;
  • óleo;
  • farinha de trigo;
  • sal.

Para diferenciar sua cesta básica, além dos itens mais tradicionais, também é possível adicionar elementos e brindes personalizados. O objeto pode ser um calendário da empresa no começo do ano, um livro de receitas ou, até mesmo, produtos que não estão na lista de fornecimento regular.

Outra alternativa é optar por adotar a estratégia de pequenos brindes apenas em datas especiais, como páscoa e natal, o que ajuda o colaborador a economizar na compra dos itens sazonais.

O mais importante é que o item seja criativo e útil para o colaborador, o que o transforma em mais uma forma de estreitar o relacionamento e desperta a empatia do empregado.

Quanto custa uma cesta básica?

O valor da cesta varia de acordo com as necessidades dos colaboradores e, por conta disso, um dos pontos fortes do grupo de produtos é a capacidade de se adequar ao orçamento de qualquer empresa.

As cestas básicas podem ser  categorias A classificação varia de acordo com a quantidade de itens inclusos, que podem variar de acordo com as necessidades dos colaboradores. 

Entre tantas opções, escolha a que mais se adéque ao perfil dos seus funcionários. Para isso, realize uma pesquisa rápida junto à equipe de Recursos Humanos para entender os itens que são considerados mais essenciais ao trabalhador da sua empresa e que poderiam ter um impacto significativo na produtividade caso sejam fornecidos na cesta básica.

Entender as prioridades do colaborador pode parecer trabalhoso, mas, com certeza, faz com que as decisões da empresa sejam mais acertadas, poupando tempo e dinheiro.

Escolhendo um bom fornecedor de cesta básica com 6 dicas

Escolher o fornecedor que estará entre o relacionamento da empresa e do funcionário requer muitos cuidados, pois será uma conexão direta com uma das maiores fontes de satisfação da equipe. Por conta disso, reunimos 5 dicas para você não errar na hora de estabelecer a parceria.

1. Busque Indicações

Assim como em boa parte da vida, quem tem boas indicações já sai na frente dos concorrentes. Pergunte aos amigos e parceiros do ramo, ou de outros segmentos que também adotam o benefício, se indicariam o serviço das empresas que escolheram e procure saber detalhes, principalmente dos pontos em que houve algum tipo de falha por conta do negócio.

2. Cheque se a empresa tem boa reputação na internet

Procure em sites de reclamação se existem depoimentos de problemas com o negócio e se eles foram resolvidos, tendo discernimento pela quantidade de reclamação e quantidade de atendimentos realizados pela empresa. A marca tem força e marketing positivo nas redes sociais? Há defensores da empresa e declarações de um bom trabalho? Procure saber também se a loja tem uma locação física e se existe a possibilidade de uma visita apenas para conhecer seu ambiente.

3. Preze pela qualidade

Como já dissemos, a concessão da cesta básica é uma oportunidade de intensificar e melhorar o laço com seus colaboradores, e para que a estratégia tenha efeito é necessário que seja despertado no funcionário os sentimentos de valorização, reconhecimento e agradecimento.

Porém, há uma boa chance de isso não acontecer se, ao abrir a cesta e verificar os produtos, o empregado constatar que a preocupação maior da empresa não foi o seu bem-estar, mas a economia.

Fique sempre atento com a venda de cesta básica irregular. Muitas vezes, os comerciantes vendem alimentos indicando uma qualidade de primeira linha, mas ao observar o produto nota-se que são inferiores ao que foi prometido.

Para não cair em nenhuma armadilha, as empresas que produzem cestas de alimentos precisam seguir alguns requisitos mínimos para instalar seus equipamentos e produzir esses itens. Veja quais são eles:

  • é preciso ter informações a respeito da empresa e dos seus produtos em suas embalagens ;
  • ter sistemas de controle de qualidade.
  • apresentar um Manual de Boas Práticas elaborado pela empresa

4. Pesquise os preços da cesta básica

Crie uma tabela de comparação entre todas as empresas que você acredita atender suas necessidades para ajudar na hora da pesquisa de preços. Solicite desses fornecedores uma relação de todos os produtos que podem ser acrescentados na cesta. Quanto maior a lista de itens, mais chances de ter oportunidades de personalizar e economizar com a montagem do benefício ao longo da parceria.

A variação de preços de uma empresa para outra pode representar uma enorme diferença no orçamento destinado às cestas básicas, por isso a palavra de ordem é pesquisa. Ter certeza sobre a contratação do serviço que vai oferecer o menor preço e a melhor qualidade dá a chance de acrescentar mais itens para os funcionários e deixá-los ainda mais satisfeitos.

5. Não escolha o básico

Lembre-se a todo momento que esse gasto será revertido em produtividade no futuro e que, consequentemente, vai gerar lucros para a empresa, por isso não opte imediatamente pelo básico e procure um fornecedor que possa diferenciar seu produto.

Escolha um fornecedor que, acima de tudo, diferencie sua empresa aos olhos do colaborador. Já pensou em poder personalizar sua cesta básica com a marca da companhia e diferenciá-la de todas as outras? Ou então fornecer brindes exclusivos?

Os detalhes podem parecer indignificantes, mas têm impacto na maneira como sua empresa pode ser vista pelo funcionário e influenciar diretamente no seu sentimento de valorização e, consequentemente, na produtividade.

6. Saiba se a empresa oferece entrega porta a porta

Depois de buscar indicações, checar a reputação de cada empresa na internet e escolher os produtos que vão compor a cesta básica do seu funcionário, é hora de dar atenção ao último item para estabelecer finalmente o contrato de parceria: garantir que ela ofereça uma entrega eficaz.

Nesse ponto, o mais importante é verificar se o serviço atende a região em que os funcionários residem e qual é o prazo de entrega estimado. Caso opte por fechar com um parceiro que não fornece o transporte, as cestas básicas deverão ser armazenadas e entregues no seu negócio, o que pode resultar em uma série de outras dores de cabeça.

Entregar o benefício na própria empresa pode transformar a cesta de alimentos em um fardo. Transportar uma caixa pesada no transporte público talvez faça com que o colaborador comece a enxergar o auxílio como um grande incômodo.

Outro ponto negativo é que realizar a entrega na empresa também significa que será necessário tomar certos cuidados para armazená-la, como manter as cestas em um espaço grande o suficiente a fim de garantir a segurança, designar um funcionário responsável pela gestão dos prazos de validade, além de planejar uma operação logística para a recepção e a distribuição das cestas.

Na hora de escolher um fornecedor, tenha em mente que quanto mais unificados forem os serviços oferecidos, mais potenciais problemas serão evitados. A condensação de todos os serviços em um único fornecedor poupa tempo e dinheiro, assim como ainda é possível ganhar muito na agilidade de qualquer contratempo.

A cesta básica como presente de Natal

O fim de ano é geralmente uma época voltada para balanços, na qual observamos o que não deu certo e nos planejamos para modificar os planos, mas também é tempo de notar todos os acontecimentos positivos e ser grato por eles.

As festas da empresa acontecem nessa época do ano e têm justamente esse objetivo, mas focar apenas no evento de comemoração pode fazer você perder uma ótima oportunidade de estreitar ainda mais a relação com seus funcionários e aumentar a produtividade deles para o ano seguinte. Nesse momento, a cesta básica entra novamente como um produto-chave para a satisfação tanto do empregador quanto do colaborador.

A qualidade é um fator importantíssimo para uma boa recepção do benefício, como já dissemos, mas em uma época festiva, como o Natal, vale caprichar um pouco mais nos produtos e dar ainda mais atenção ao que será entregue ao funcionário.

Outro fator que merece atenção nas cestas dessa época são os hábitos alimentares. É importante saber se nenhum dos funcionários é alérgico a algum produto da cesta e se o benefício também será ofertado a menores de idade, como estagiários, o que torna necessária a exclusão de bebidas alcoólicas.

Lembramos que não precisa ficar preocupado com o preço. A personalização da cesta básica também conta para essa época do ano e pode se tornar sua melhor aliada na hora de fazer tudo caber no orçamento!

Para ajudar em mais essa empreitada, preparamos uma lista com 5 itens que não podem faltar na sua cesta natalina. Confira!

1. Panetone

O bolo italiano já é tradição no natal brasileiro. Com a expansão do mercado é possível inovar e surpreender os funcionários com vários sabores ou se manter nos clássicos, de frutas cristalizadas e de chocolate.

2. Bebida

Os vinhos e os espumantes não saem de moda e podem ser aproveitados tanto na época de Natal quanto na de Ano Novo.

3. Chocolate ou manjar

Você também pode garantir a sobremesa nas noites de festa da família dos seus funcionários. Nessa época do ano, manjares e chocolates são as melhores opções para compor a ceia.

4. Frutas

Seja no panetone, com a versão cristalizada, ou na mesa para decoração, as frutas são sempre parte do clima natalino e não podem faltar! Se for possível, adicione as famosas uvas-passas e as ameixas, que costumam fazer sucesso.

5. Lanches rápidos

Para esperar até o horário da ceia, os lanches e tira-gostos se tornam indispensáveis, e os queridinhos dessa época continuam sendo o amendoim, o torrone e as bolachas champagne, que podem vir incluídas em uma receita.

Depois desse guia completo que ajudou você a conhecer mais sobre a legislação que rege a cesta básica, além de dicas para não errar na hora de escolher os itens que vão compor o benefício do seu funcionário, que tal entrar em contato conosco para saber sobre todas as opções que podemos oferecer? Vamos lá!

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